sexta-feira, 25 de novembro de 2011

...abrindo as "oiças" (v)

"E nós, duas crianças nuas, virgens de nossos ontens
Nos tornamos eu e você, lavados de nossos infernos"




PS: poésie parfaite...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Insone

"Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem"




PS: 02:30hs da madrugada...sono que não chega, amanhã tem vida outra vez!!!

domingo, 30 de outubro de 2011

Aos finalmente...

Nove.
Nona fase, nove espaços, nove cortes curtos do que me sobrou.
O tempo passou sem que eu o contabilizasse corretamente, concretamente.
Foi ele que correu depressa demais para que minhas pernas o acompanhassem?
Me lembro quanto lhe disse: "Vou ficar por aqui o resto da minha vida!!!"
O aqui fugiu-se me aos pés e da vida só mesmo os restos.
Peço mais tempo amigo tempo, por que falta muito que não consegui, porque não percebi suas brincadeiras me chamando ao mundo, porque me confiei no amanhã incerto.
E agora, nesta tarde de apenas nove minutos, sob os reflexos do sol, que brinca faceiro entre nuvens, e que por vezes beija-me o rosto pálido, eu sinto a agonia do que não vai dar tempo.
Tento quantificar a soma dos crescimentos e eles me soam tão pequenos às grandezas dos meus sonhos. 
Não vai dar tempo!!!Não vai dar tempo!!!






Ps: Quase cinco anos juntos!!!E faltam tantos rostos nessas fotografias..

terça-feira, 25 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

pur'arte


Ele passou num dia corriqueiro, desses que o nada se assenta amigo bem-vindo
Sujeito magro, folgadas, fogosas, roupas coloridas
Cara pintada, jeito faceiro, você me fez rir
E eu que há tanto não experimentava o riso
Achei estranha aquela forma de face incontrolavelmente tomada de alegria alheia do ser
E eu que há tanto não experimentava o riso
Cai no seu jogo de olhares e luzes brilhantes como quem prova o melhor dos sabores
Eu provei do seu gosto, eu vi tudo o quanto diziam e me apeguei ao seu corpo ligeiro
Quero de novo meu rosto a se encher das dobras do tempo, das flores e dos tons



terça-feira, 4 de outubro de 2011

...abrindo as "oiças" (IV)

Se tão bela quanto cantada, quero conhecer a Galiza!!!




Em tempo: Divinal a voz da Sara Vidal, mas uma cria talentosíssima da "terrinha".

Indigno populacho

Que o mundo caminha para um cataclismo ideológico quando se fala em "adesão cultural", já se sabe há um tempo. E se sabe também que é de suma importância os poucos "movimentos" regidos, em sua grande maioria, por entidades sem fins lucrativos, mas que, encabeçadas por uns poucos indivíduos de visão alargada, promovem/materializam a tão escassa e sonhada apropriação dos valores pertinentes a cada individuo, dentro de sua coletividade especifica. Papo de historiador?!?!?! Que nada. A coisa é bem popular, melhor dizendo, seria mais apropriado utilizar aqui o(s) termo(s) como local/regional, já que a idéia "moderna" e vulgarizada pelo do "popular" nos remete a ações de cunhos culturalmente desajustados/alienados. Pois quê, se a terminologia se desgasta, quando pronunciada em meio a uma série de distúrbios gestados pela insuficiência em gerir escolhas e pela tão proclamada liberdade (na verdade, sobra de um sistema de proporções dantescas e que obriga/vicia certas posturas) que a tudo censura e torna proibitivo, indigna-nos os moldes rotos sob os quais se querem enfiar goela adentro "a boa música” (apenas a citar um aspecto do todo...). Falo pois que, estes dias tivemos o prazer (...e para uns poucos isto se constituiu em evento agradável de fato) de receber em nossa estimada cidade, Pombal, a cantora de MPB (outro termo irrisório, que remete novamente a vulgarização do populesco) Leila Pinheiro. De trabalho belíssimo, a moça, que foi do convívio íntimo de Renato Russo, tem o novo CD composto por canções da Legião Urbana, reinterpretadas de modo bastante particular, não foi suficientemente "hábil" para agradar o público pombalense, em sua apresentação em praça pública na noite do sábado passado (01/09/11), o que se apercebia entre a juventude aglomerada no Largo do Centenário, eram os comentários irritados sobre a má qualidade do show, bem como da artista ali presente. Acho engraçado como não houve reação alguma contra o show do Aviões do Forró, dia anterior na AABB, ao contrário, foi pela PRIMEIRA VEZ que se organizou uma passeata dos estudantes universitários, reunidos em torno da mesma praça que dia seguinte sediaria o show de Leila, a protestar contra o preço dos ingressos do Aviões do Forró. Os estudantes pediam pelo pleno direito de comprar a senha pela metade do preço. A senha não baixou!!! Mesmo assim, todos estavam lá, lotando a AABB para ver o Aviões de Merda tocar. No show da Leila (acústico de voz e piano belíssimo), críticas e cara-feia, mas pra ouvir aquele forrozinho vagabundo e plastificado, todo mundo pagou caro e achou muito bom. Admira-me a atitude dos nossos estudantes universitários, que não vão à prefeitura ou as ruas reclamar quando os ônibus quebram e perdemos semanas de aula, ou, quando nos apertamos nos esdrúxulos revezamentos de transportes que excedem em muito sua capacidade de passageiros, colocando nossas vidas e/ou integridades físicas em risco, pra conseguir chegar as universidades. Talvez não valha mais aqui minha indignação ultrapassada, minha postura antiquada, em desuso, mas não consigo calar perante certas imundícies sociais, certas ações encabrestadas pela ignorância e burrice de uma  juventude/povo rota e imprestável, se não, ao próprio ofício de se guiar pela massificação midiática e modista.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Silêncio!!!

Joan Baez respondia às estranhezas de um dia que, de tão sóbrio, feria a condição do que somente se anseia  para um simples dia!!! 



PS: Sutilezas do Folk tão propriamente melódico, que chegar a ser sombrio...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ranhuras

Setembro seco,
Um rebento ingrato rompe portas adentro
O vento esparso dança sobre seu rosto
Juvenil dos séculos idos e de tantas fantasias
Ela roça a face na areia fina
Um vislumbre de sabores arredios
Opaca presença dos que lhes são caros,
Em carne e coração. 

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Põe-me as mãos nos ombros...
Beija-me na fronte...
Minha vida é escombros,
A minha alma insonte.

Eu não sei por quê,
Meu desde onde venho,
Sou o ser que vê,
E vê tudo estranho.

Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.


Fernando Pessoa


sábado, 10 de setembro de 2011

Escrito na seda...

Noite Morta

Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

O córrego chora.
A voz da noite . . .

(Não desta noite, mas de outra maior.)



Petrópolis, 1921




(Manuel Bandeira)

Orquestra Sinfônica da Paraíba

De Villa-Lobos à Vital Farias.
Uma noite indubitavelmente agradável!!!




Em tempo: Fato curioso me chama atenção durante a apresentação. Percebo como o "não-dito" incomoda, perturba a "platéia". Como se música não fosse sentido, como se música não fosse a levada das emoções. Eis que tudo aquilo falou demais ao meu "coração estrangeiro". 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ao país Independente!!!


Regozijo sobre o abrir das cortinas. Nossa nação, devidamente "civilizada", recebe as honrarias todas que lhes cabe. Brandimos ao som da marcha oficial, que rege a platéia-povo, no ribombar dos batuques absurdos, intercalados pelos tiros apaziguadores, descidos de nossas favelas.
Consta aqui o "orgulho cívico" de pertencer a massa dos independentes!!!!


De toda uma vida...


Há muito de agradecimento, de labores, de influências
Há muito de aceitação, de efervescências, de segredos ditos num cochicho recolhido
Há muito de portas fechadas, de montanhas intransponíveis
Há muito de gostos, de amores, de pesares, de faltas irreparáveis
Mãos que abençoam, outras que apedrejam
Só me valho das mãos que encaminham, das que, ausentes, por mim velam...


(À Paccelli Gurgel: In memoriam e ausências pungentes)
 

                                       







































Ps: O moço aí das fotos??? Amigo de estima indizível, de apreços e momentos impagáveis se não, com gratidão.

sábado, 3 de setembro de 2011

...abrindo as "oiças" (III)

Retoques...



PS: Escuto esse povo e penso que a nova geração da música paraibana "tem geito", tem forma, tem cara...(Em meio à puerilidades tantas, escapa um suspiro aliviado. Axé aos deuses dos sons!!!)